HETEROGENEIDADE NEUROCOGNITIVA NO TRANSTORNO DE PERSONALIDADE LIMÍTROFE: O PAPEL DO ABUSO SEXUAL INFANTIL

Autores

  • Horus Laffite Cabrera Universidad de Las Palmas de Gran Canaria (ULPGC), Las Palmas de Gran Canaria, España. Servicio de Psiquiatría, Hospital Universitario de Gran Canaria Dr. Negrín, Las Palmas de Gran Canaria, España. https://orcid.org/0000-0002-0513-3174
  • Fernando Rodríguez-Otero Servicio de Psiquiatría, Hospital Universitario de Gran Canaria Dr. Negrín, Las Palmas de Gran Canaria, España. https://orcid.org/0009-0008-9344-5207
  • Raquel Alonso-Sosa Universidad de Las Palmas de Gran Canaria (ULPGC), Las Palmas de Gran Canaria, España. Servicio de Psiquiatría, Hospital Universitario de Gran Canaria Dr. Negrín, Las Palmas de Gran Canaria, España. https://orcid.org/0000-0002-8835-8765
  • José L. Hernández-Fleta Universidad de Las Palmas de Gran Canaria (ULPGC), Las Palmas de Gran Canaria, España. Servicio de Psiquiatría, Hospital Universitario de Gran Canaria Dr. Negrín, Las Palmas de Gran Canaria, España. https://orcid.org/0000-0001-8083-9647
  • María F. Martínez-Huidobro Servicio de Psiquiatría, Hospital Universitario de Gran Canaria Dr. Negrín, Las Palmas de Gran Canaria, España. https://orcid.org/0009-0002-3681-4332
  • Juan Antonio Díaz-Garrido Universidad de Las Palmas de Gran Canaria (ULPGC), Las Palmas de Gran Canaria, España. Servicio de Psiquiatría, Hospital Universitario de Gran Canaria Dr. Negrín, Las Palmas de Gran Canaria, España. Departamento de Psicología, Universidad Fernando Pessoa Canarias (UFP-C), Las Palmas de Gran Canaria, España. https://orcid.org/0000-0001-9713-8177

Resumo

O abuso sexual infantil (ASI) está fortemente associado ao transtorno de personalidade limítrofe (TPL). Este estudo transversal investigou diferenças clínicas e neurocognitivas em 193 mulheres, com idades entre 20 e 39 anos, diagnosticadas com TPL, comparando aquelas com histórico de ASI (n = 78) e aquelas sem esse antecedente (n = 115). As participantes realizaram avaliações psicométricas e neuropsicológicas padronizadas, com foco na impulsividade, nos sintomas centrais do TPL e no funcionamento cognitivo. As mulheres com ASI apresentaram maior gravidade clínica, incluindo taxas mais elevadas de autolesão, tentativas de suicídio, sintomas dissociativos e psicóticos, bem como maior impulsividade e presença de características associadas ao transtorno de déficit de atenção/hiperatividade (TDAH). A avaliação neuropsicológica revelou déficits significativos em atenção, velocidade de processamento e flexibilidade cognitiva, além de pior desempenho em tarefas do Stroop que avaliam atenção dividida e controle de interferência. Embora as diferenças em memória de trabalho e fluência verbal tenham permanecido dentro dos intervalos normativos, análises estratificadas por idade revelaram prejuízos marcantes na memória de longo prazo no grupo com ASI entre 30 e 39 anos. Esses resultados sugerem que os déficits neurocognitivos no TPL não são universais, podendo refletir o impacto cumulativo do trauma precoce e da idade. Avaliações informadas pelo trauma e intervenções cognitivas personalizadas podem contribuir para uma caracterização mais precisa e para o desenvolvimento de estratégias terapêuticas adaptadas nesse subgrupo de alto risco.

Palavras-chave: Transtorno de personalidade limítrofe; Abuso sexual infantil; Funções executivas; Memória verbal; Desregulação emocional.

fig 1

Publicado

2026-05-16

Como Citar

Laffite Cabrera, H., Rodríguez-Otero, F., Alonso-Sosa, R., Hernández-Fleta, J. L., Martínez-Huidobro, M. F., & Díaz-Garrido, J. A. (2026). HETEROGENEIDADE NEUROCOGNITIVA NO TRANSTORNO DE PERSONALIDADE LIMÍTROFE: O PAPEL DO ABUSO SEXUAL INFANTIL. Panamerican Journal of Psychology, 20(2), 93–111. Obtido de https://www.cnps.cl/index.php/cnps/article/view/628

Edição

Secção

Neurociência Clínica, Trauma e Intervenção