A EMPATIA COMO DIVISÓRIA NEUROBIOLÓGICA: RUMO A UM DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL ENTRE PSICOPATIA E TRANSTORNO DE PERSONALIDADE ANTISSOCIAL
Resumo
O diagnóstico e o tratamento de transtornos caracterizados por comportamento antissocial e falta de empatia continuam em desenvolvimento. Apesar das tentativas de organizar o campo conceitual, persiste a sobreposição entre as categorias de psicopatia e Transtorno de Personalidade Antissocial (TPA), e os tratamentos mostram-se pouco eficazes. Com o objetivo de aprimorar o diagnóstico diferencial e a efetividade terapêutica, tem-se proposto integrar a abordagem comportamental dos manuais diagnósticos a outros níveis de análise, como o neurobiológico. Este trabalho revisa o conhecimento atual sobre as bases neurobiológicas do comportamento antissocial, com foco nos déficits empáticos como elemento-chave para diferenciar psicopatia e TPA. Inclui-se uma revisão histórica do desenvolvimento paralelo de ambas as categorias e da evidência neurobiológica associada. Por fim, discute-se a relevância diagnóstica da distinção entre essas condições e propõe-se um modelo organizador baseado em perfis neurobiológicos. A psicopatia caracterizar-se-ia por um “déficit emocional” associado à hipo-reatividade ao estresse, enquanto a conduta antissocial no TPA pode decorrer desse mesmo perfil ou de um perfil hiper-reativo, sem implicar necessariamente déficits nas bases da empatia.
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